Dicas sobre segurança na Internet para crianças

Dicas sobre segurança na Internet para crianças

Por Babysits
20 minutos de leitura

A segurança na Internet é extremamente importante, especialmente quando há crianças envolvidas. Falámos sobre o tema com especialistas e realizámos uma sondagem com os membros da nossa comunidade para lhe fornecer informação atualizada sobre como proteger as crianças online.

Questionámos os pais que fazem parte da nossa comunidade e 92% reconheceram que a Internet pode ser perigosa e afirmaram tomar medidas para proteger os seus filhos online. Mas pode ser difícil saber por onde começar. O que sabe sobre segurança na Internet e controlo parental? Está ciente dos perigos da Internet e de como as redes sociais podem afetar a saúde mental dos utilizadores?

Reunimos aconselhamento especializado e dicas dos pais da nossa plataforma para o ajudar.

Continue a ler se quiser saber mais sobre:

Porquê que a segurança na Internet para crianças é importante?

A segurança na Internet é importante para qualquer utilizador, mas compreende bem o conceito? De acordo com a SWGfL, uma organização sem fins lucrativos da área, faz parte da segurança na Internet ou cibersegurança “estar consciente de quais são as possíveis ameaças que poderá encontrar enquanto se envolve em atividades através da Internet. Estas podem ser ameaças à segurança, que pode acautelar protegendo e gerindo os seus dados pessoais online e evitando conteúdos prejudiciais ou ilegais".

Para os adultos isto pode ser óbvio, contudo, as crianças constituem uma grande proporção dos utilizadores da Internet (30%, de acordo com a Unicef), e podem ser menos capazes de compreender estas ameaças. Tendo isto em conta, a segurança na Internet é particularmente importante para as crianças, pois estas podem ser expostas a perigos, mesmo na segurança das suas casas.

Internet trends 2022

Trends da Internet em 2022

O mundo online continua a mudar e a evoluir. Todos os dias, surgem novas tendências (trends), plataformas e aplicações e pode ser difícil acompanhá-lo enquanto pai. Acha que está a par de todas as novas tendências? Aqui encontrará tudo o que precisa de saber sobre as tendências online em 2022.

TikTok:

Rede social focada no formato vídeo. Acolhe uma variedade de curtos vídeos dos utilizadores, que podem durar de 15 segundos a 10 minutos e que normalmente retratam partidas, acrobacias, truques, piadas, dança, e entretenimento. Esta aplicação é atualmente muito popular entre crianças pequenas e adolescentes, a idade mínima para fazer um perfil no TikTok é de 13 anos de idade.

Reels do Instagram:

Embora tenha sido criada como uma rede social orientada para a imagem, o Instagram tem agora a funcionalidade de reels, que permite aos utilizadores postar vídeos curtos em ecrã inteiro. Esta funcionalidade tornou a aplicação muito semelhante ao TikTok.

Roblox:

A Roblox é uma plataforma online onde milhões de utilizadores podem criar e partilhar os seus próprios jogos de vídeo, bem como comunicar via chat. A plataforma está disponível em smartphones, tablets, computadores e na XBox One e tem jogos apropriados para diferentes faixas etárias.

Realidade virtual (VR):

A Realidade Virtual (VR) é uma experiência imersiva gerada via computador com cenas e objectos que podem parecer reais ou completamente diferentes da realidade. Este ambiente é acessível através de um dispositivo específico chamado auricular ou capacete de Realidade Virtual.

Quais são os maiores perigos da Internet?

Tal como mencionado, a segurança na Internet é um tema muito abrangente. Ou seja, os perigos na Internet podem surgir em muitas formas e tamanhos e há vários factores que devem ser tidos em conta ao deixar o seu filho aceder ao mundo virtual. Desde o tipo de conteúdo que pode encontrar até ao tempo que passa online, eis alguns dos principais riscos que o seu filho pode enfrentar ao aceder à Internet.

Perguntámos aos pais que utilizam a Babysits quais são os perigos e consequências com que estão mais preocupados quando os seus filhos passam tempo online. No infográfico abaixo poderão descobrir o que eles nos disseram.

perigos da internet

Conteúdo inapropriado

De acordo com o nosso inquérito, 76% dos pais ou tutores estão preocupados com a exposição dos seus filhos a conteúdos inadequados online. A verdade é que, na Internet, tudo está à distância de um clique. Assim, blogues, jogos, plataformas de redes sociais e até anúncios podem expor o seu filho a conteúdos explícitos e inapropriados. Isto pode acontecer sem o seu conhecimento e autorização, e mesmo sem o consentimento do seu filho. O conteúdo inapropriado pode ir desde imagens, vídeos ou informação gráfica, violenta, sexual, imprecisa ou apenas imprópria para a idade e percepção da criança.

Estar em contacto com este tipo de conteúdo pode ter um forte impacto na vida da criança e na forma como ela percepciona conceitos que ainda não compreende. Isso pode fazê-la sentir-se perturbada e confusa e é possível que não ela não lhe conte por embaraço, culpa ou medo. Para evitar isso, é importante que cultivem o diálogo tanto quanto possível.

Como evitar que o seu filho veja conteúdos impróprios

O facto de que o conteúdo inadequado pode vir em diferentes formas e ter diferentes interpretações de pessoa para pessoa é também algo a ter em consideração. Como pai ou tutor, cabe-lhe a si vigiar de perto o que os seus filhos pesquisam online e decidir se é ou não apropriado. Para crianças pequenas, o que também pode fazer é encontrar aplicações que tenham um modo específico para crianças ou procurar um dispositivo especificamente concebido para crianças, para que o conteúdo inadequado já esteja filtrado. Pode sempre falar com o seu médico de clínica geral ou consultar um especialista para mais informações sobre o que pode ou não ser adequado à idade da sua criança.

Problemas comportamentais

Mais de metade dos pais da comunidade Babysits (56%) estão preocupados com o impacto que a Internet pode ter no comportamento dos seus filhos. Quando entrevistada pela Babysits, Marine Rannou, uma psicólogo clínica especializada em tecnologia digital, explicou que a ideia de que o "mundo virtual" pode influenciar as mentes e ações das nossas crianças de uma forma essencialmente negativa foi consolidada nas nossas mentes ao longo do tempo e através da intervenção dos media.

"Há já muito tempo que os jogos de vídeo têm sido acusados de serem um vector de dependência ou de comportamento violento entre crianças e adolescentes", diz a especialista. A suposição de que brincar com jogos de guerra ou de combate, por exemplo, levará as crianças a tentarem imitar isso na vida real é fácil de fazer, mas não é necessariamente esse o caso. De acordo com a psicóloga infantil, "os objetos digitais não são intrinsecamente bons nem maus" e até agora "muita investigação tem mostrado que não há razão para estar demasiado preocupado" com a forma como o mundo digital irá afetar o comportamento das nossas crianças.

Há também muitos desafios (perigosos) online que as crianças podem copiar dos seus pares ou de outras pessoas online. Além disso, quando alguém partilha algo estranho ou inadequado, as crianças podem pensar que é também uma boa ideia partilhar essas coisas online. Por exemplo, em 2016 um 'jogo de asfixia' tornou-se popular online. O objetivo deste desafio era 'asfixiar' alguém até que desmaiasse, o que resultou na morte de algumas crianças. Outro exemplo é o desafio "tide pod challenge" que se tornou viral há alguns anos atrás. Consistia em comer cápsulas de detergente, um comportamento imitado por crianças que viam outras pessoas a fazê-lo online. Estes tipos de desafios podem levar à imitação de comportamentos perigosos por parte dos mais jovens.

Como prevenir problemas comportamentais

Assim sendo, é importante manter-se a par do que acontece quando os seus filhos estão online. Para isso, Rannou aconselha-o a chegar a um acordo com o seu filho e "estabelecer regras que possam ser construídas em conjunto", para que os ecrãs não se tornem num "objeto de conflito". Cabe aos pais ou tutores certificarem-se de que o conteúdo com que os seus filhos se envolvem é apropriado à idade e de que eles compreendem a diferença entre o que acontece no ecrã e na vida real. Mas, ao comunicar de uma forma aberta, estará a criar espaço para os seus filhos "partilharem e narrarem as suas próprias experiências, quer sejam as suas aventuras nos jogos de vídeo, um vídeo que os diverte, ou um tema que os desafia", explica a especialista.

Ciberbullying

Ciberbullying

Com o avanço das tecnologias, muitos comportamentos sociais estão também a encontrar o seu caminho para uma forma virtual. O bullying não é excepção, e uma vez praticado num ambiente online evolui para o ciberbullying, um tipo específico de agressão que deve ser levado a sério. É um perigo comum de que alguns pais parecem estar conscientes, uma vez que 41% da comunidade Babysits expressou a sua preocupação com o ciberbullying. Mas mesmo que saibam que existe, pode ser difícil perceber que está realmente a acontecer com o vosso filho, especialmente se não estiverem envolvidos na sua vida online. O ciberbullying é normalmente anónimo e difícil de localizar.

Esta forma de intimidação pode ocorrer através de plataformas de redes sociais, jogos online, aplicações de mensagens, entre outras. Tal como o bullying - e transformando-se frequentemente numa forma complementar do mesmo - o ciberbullying é utilizado como forma de assustar, intimidar, manipular, envergonhar ou causar qualquer outro tipo de dor e desconforto a alguém através da Internet. Fazer ameaças online e enviar textos agressivos ou grosseiros, tweets, posts, ou mensagens, bem como partilhar informações pessoais, imagens, ou vídeos com o objetivo de magoar ou humilhar alguém são tudo formas de ciberbullying.

Como o agressor não tem de confrontar a vítima, é mais fácil de cometer do que a intimidação física e pode ser particularmente prejudicial para o desenvolvimento das crianças. Contudo, como explicou Rannou, "mesmo que sejam mediadas por interfaces digitais, as interações e trocas que experimentamos no ciberespaço são reais, envolvem a nossa sensibilidade, a nossa subjetividade mas também o nosso corpo, tanto como a comunicação em presença". Isto significa que ser intimidado online pode ter um forte impacto na sua vida, tanto como se isso acontecesse na vida real. O sofrimento causado pelo ciberbullying pode fazer com que o seu filho se sinta atormentado sempre que abre qualquer tipo de dispositivo eletrónico e levar a problemas de humor, níveis de energia, sono e apetite.

Como prevenir o ciberbullying

Enquanto pai, pode ser muito difícil evitar o (ciber)bullying. No entanto, há algumas coisas que pode fazer que podem ajudar. Por exemplo, algumas plataformas de comunicação social dão-lhe a opção de desativar comentários nos posts. Isto pode ser uma grande ajuda caso note que o seu filho está a receber mensagens negativas online. Além disso, pode tornar os perfis privados, fazendo com que apenas as pessoas a quem permitiu seguir possam enviar mensagens ou ver as suas mensagens na Internet. O mais importante, porém, é falar sobre as consequências do (ciber)bullying com o seu filho. Diga-lhes o que faz às outras crianças, como as faz sentir, de modo a evitar que o seu filho possa intimidar outra pessoa.

Vício

Nenhum dos pais da Babysits mencionou estar preocupado com o vício na Internet. Contudo, esta é uma consequência grave de passar tempo online e que deve ser considerada. Segundo Alfredo Oliva, Psicólogo e professor de Psicologia do Desenvolvimento na Universidade de Sevilha, os psicólogos têm estado "um pouco relutantes " em considerar uma adição em redes sociais ou na Internet como uma adição real. Isto porque "não há substâncias envolvidas ". Contudo, o perito também argumenta que um dos perigos de passar tempo online é ficar viciado, o que pode ser perigoso para as crianças, pois a dependência pode levar a outros problemas de saúde. Além disso, quanto mais cedo na infância a compulsão começar, mais difícil será livrar-se dela mais tarde. Os vícios da Internet podem surgir em vários formatos, tais como as redes sociais ou os jogos de vídeo.

Estes vícios em si já são um problema do mundo online, mas o problema tende a alargar-se. Quando alguém é viciado em algo, passa a maior parte do seu tempo a fazer esta atividade, o que significa que quando uma criança é viciada nas redes sociais, passará muitas horas na sua plataforma favorita. Isto quer dizer que passará a maior parte do seu tempo dentro dentro de casa e sem mover o corpo. Por isso, um vício na Internet também pode levar a sérios problemas de saúde emocional e física, explica o especialista. Estes problemas de saúde podem incluir, mas não se limitam a: ansiedade, depressão, dores no corpo, ganho/perda de peso e mudanças de humor.

Como prevenir o vício

Como pai, há algumas coisas que pode fazer para ajudar a evitar que o seu filho se torne viciado nos seus dispositivos electrónicos. A instalação de uma aplicação que controle o tempo passado ligado ao ecrã, por exemplo, poderia ajudar. Estas aplicações permitem-lhe definir um temporizador para uma aplicação ou dispositivo específico, quando este temporizador tiver expirado, as aplicações já não estarão disponíveis. No entanto, entendemos que com a escola online, esta pode não ser a solução perfeita. O mais importante é que tenha uma conversa com o seu filho e faça acordos específicos sobre o que lhe é permitido fazer. Por exemplo, após um dia de escola, o seu filho pode passar uma hora no seu dispositivo para passar tempo na Internet.

vício da internet

Problemas de saúde mental

Como mencionado anteriormente, a utilização excessiva da Internet pode conduzir a mais perigos do que os inicialmente considerados. De acordo com a investigação da Babysits, a utilização da Internet e as questões de saúde mental são um perigo inesperado com o qual os pais não pareciam preocupar-se tanto, com apenas 31% a relatar a sua preocupação sobre o tema. No entanto, na perspetiva dos peritos entrevistados, é uma variável a ter em consideração.

Segundo Oliva, o cérebro das crianças funciona de forma a que a sua auto-estima já esteja em níveis baixos devido a mudanças corporais, novas tarefas a enfrentar e mudanças na escola. Quando uma criança é então confrontada com comentários negativos, poucos likes ou mesmo rejeição em plataformas de Internet, isto pode ter um impacto muito negativo na sua auto-percepção. Além disso, o que também precisa de ser considerado é o facto de que nas redes sociais, as pessoas tendem apenas a mostrar os lados positivos da vida e muitas imagens online foram editadas de alguma forma. Enquanto adultos, podemos ver através disto, mas para as crianças é muito mais difícil. Quando não sabem isto sobre o conteúdo que estão a consumir, isso pode levar a visões irrealistas sobre como deve ser a sua vida ou corpo. Isso pode eventualmente levar a uma auto-estima mais baixa e agravar problemas de saúde mental, tais como ansiedade ou depressão, refere o perito.

Além disso, as crianças estão em vias de formar a sua própria identidade e a Internet pode ter algum impacto sobre isso. Oliva mencionou que através da Internet, crianças e adolescentes entram em contacto com novos tipos de influências, tais como pessoas famosas, que podem influenciar a forma como se vêem a si próprios. Quando perguntado sobre os influenciadores digitais, Oliva disse que "são fontes de influência muito próximas que podem ter benefícios para as crianças", mas que se deve ser sempre cauteloso. "**Todos conhecemos casos recentes de como alguns influenciadores fizeram comentários que são muito sexistas, homofóbicos***", mencionou. Por conseguinte, os influenciadores podem ter um impacto positivo nas crianças num certo sentido, mas deve com moderação.

Como evitar que o seu filho se compare com os standards das redes sociais

Se perceber que o tempo que os seus filhos dedicam aos meios de comunicação social está a interferir com a sua saúde mental, há alguns passos que os pode ajudar a dar no sentido de terem uma experiência mais saudável. Comece por explicar o conceito de felicidade virtual que é retratado e como as imagens e vídeos que eles vêem são momentos seleccionados que os influenciadores digitais escolheram partilhar e não a sua realidade completa. Especialmente se forem um pouco mais velhos, pode também convidar os seus filhos a olhar para o seu feed e avaliar quais os posts e páginas que os fazem sentir mais ansiosos: sugira que os deixem de seguir, pelo menos durante algum tempo. Fale com o seu filho sobre a limitação do seu tempo de comunicação social e encoraje-o a passar mais momentos ao ar livre, passeando com amigos e socializando na vida real (onde cada um tem as suas próprias lutas e nenhum filtro para as esconder).

Dicas para segurança na Internet

Desde conteúdos inadequados, questões comportamentais e ciberbullying a problemas de dependência e de saúde mental, discutimos e explicámos vários perigos da utilização da Internet neste artigo. A simples compreensão destes riscos é o primeiro passo, no entanto há também várias outras coisas que pode fazer para minimizar o risco a que o seu filho está exposto quando navega na Internet.

O quê que os pais que utilizam a Babysits estão a fazer para protegerem a segurança do seu filho online?

No nosso inquérito, não só perguntamos aos pais com que é que eles estão mais preocupados quando os seus filhos passam tempo online, mas também perguntamos o que é que eles estão a fazer para os proteger. Na comunidade Babysits, a maioria dos pais e tutores (72%) tomam medidas controlando o tempo de ecrã dos seus filhos. Uma grande parte utiliza aplicações de controlo parental (66%) e discute os perigos da Internet com os seus filhos (64%). segurança na internet para crianças

Dicas dos pais Babysits

No nosso inquérito, também demos aos pais a oportunidade de partilhar as suas dicas para outros pais relativamente à proteção dos seus filhos online. Eis o que eles disseram:

"Para falar com o seu filho sobre o conteúdo apropriado a ser vigiado e as regras de segurança para qualquer comunicação online, tais como perigo de estranhos e manter os dados pessoais privados. Manter a comunicação aberta para que se sintam à vontade para lhe dizer se algo deve surgir que sabem ser inapropriado".

"Leia fontes fiáveis sobre cibersegurança e dique algum tempo a aprender sobre software e instale-o no dispositivo dos seus filhos com as definições certas".

Dicas de especialistas

Os peritos com quem falámos não só nos alertaram para os perigos que podem ser causados por passar (demasiado) tempo na Internet, como também deram algumas dicas sobre como pode ajudar o seu filho a permanecer seguro online. Aqui estão algumas das suas dicas mais úteis.

Mantenha o diálogo

liva recomendou que supervisionasse sempre o que o seu filho está a fazer online, mas não necessariamente de "forma interruptiva ou interrogativa". Dizer ao seu filho que não está autorizado a fazer algo sem explicação ou diálogo, geralmente acaba por ter o resultado oposto. Para ultrapassar isso, o especialista afirma que é importante "manter os canais de comunicação abertos " e dispor de tempo para compreender o que o seu filho está a fazer em linha. Deixe-os sentir que podem revelar coisas que lhes dizem respeito por iniciativa própria, o que pode ser feito através de uma boa comunicação com eles. Isto dar-lhe-á uma visão não só sobre as coisas que o seu filho faz online, mas também sobre as preocupações que ele possa ter na sua vida quotidiana. Quando perguntados se os pais tinham algumas dicas para outros pais, falar sobre a Internet com o seu filho foi também o conselho mais dado.

Aplicações de streaming para crianças

Muitas aplicações que são utilizadas em linha dão-lhe a oportunidade de as colocar no chamado "modo infantil ". Exemplos de plataformas que oferecem estas oportunidades são:

  • YouTube
  • Netflix
  • Disney+

Podem ser descarregadas com o modo ativado ou colocadas no modo infantil. Isto protege o seu filho de ver conteúdos impróprios nestas plataformas, pois quando o modo é ativado, só estarão disponíveis para ver vídeos ou programas de televisão apropriados para crianças. Especialmente no YouTube, onde o conteúdo é menos regulado, isto é perfeito se tiver crianças e se estiver preocupado com o que elas possam estar a ver online.

Tablets para crianças

Ao lado de aplicações e funções específicas, existem também tablets completos que são concebidos para crianças. Nestes dispositivos, há conteúdos educativos e de entretenimento disponíveis. Isto significa que o seu filho pode desfrutar dele, mas também pode aprender algo novo ao utilizar o tablet. Além disso, os tablets concebidos especialmente para crianças dão frequentemente opções de controlo parental mais extensivas, assegurando que o seu filho está protegido de conteúdos inadequados e também muitas vezes não pode fazer compras (acidentais) no tablet.

tablet criança

Apps educativas

A par de medidas preventivas como o modo infantil, existem também aplicações educativas que podem ajudar o seu filho a desenvolver-se enquanto os utiliza. Em vez de passarem tempo a ver vídeos ou em redes sociais, podem usar o seu tempo de ecrã para aprender algo novo e positivo no seu dispositivo. Estas aplicações são especialmente concebidas para crianças e fins educacionais, mais uma vez limitando o risco de exposição a conteúdos que não são apropriados. Exemplos de grandes aplicações educacionais em 2022 são:

  • HOMER learning
  • ABCmouse
  • Starfall
  • Busy Shapes.

Compreender as redes sociais

Quando o seu filho passa tempo online, pode ser uma jogada inteligente utilizar as mesmas plataformas. Não com o objetivo de controlar ou verificar o seu filho, mas para compreender como funcionam as plataformas. Desta forma, pode detetar potenciais formas prejudiciais de funcionamento da plataforma para si, o que lhe dá a oportunidade de iniciar a conversa com o seu filho sobre este assunto.

Apps e sofwares de controlo parental

Como mencionado anteriormente, pode sempre descarregar uma aplicação ou software de controlo parental para o dispositivo do seu filho. Esta ferramenta irá ajudá-lo a monitorizar e gerir a que sítios e aplicações o seu filho tem acesso. Como existe uma grande variedade deste tipo de aplicações, elas fazem várias coisas, desde bloquear e filtrar websites e conteúdos até ao registo das actividades do seu filho, limitando o seu tempo online, e visualizar o seu histórico de navegação e comunicações. De acordo com a idade do seu filho e o que achar necessário, pode escolher uma aplicação de controlo parental ou software como:

  • mSpy
  • Norton
  • Net Nanny
  • WebWatcher
  • CYBERsitter.

Em última análise, é importante estar ciente de que aprender a lidar com a segurança na Internet e os perigos a que as nossas crianças possam estar expostas é um trabalho em curso, especialmente porque as novas práticas digitais estão em constante desenvolvimento. E é por isso que "devemos continuar a comunicar sobre este assunto e lembrar às crianças que os adultos permanecem disponíveis e que podem pedir-lhes a qualquer momento para falar sobre o assunto ", explica Rannou. "Deve ser encontrado um equilíbrio entre apoio e capacitação" e uma vez estabelecido um claro entendimento de ambos os lados, os pais devem "confiar nos seus filhos e aceitar que não podem controlar tudo o que fazem na Internet", aconselha a especialista.